terça-feira, 3 de março de 2009

ASTROS E ESTRELAS DA MPA - MÚSICA POPULAR ADVENTISTA

Luzes da Alvorada Produções

Este é um pequeno trecho extraído ou preparado com base em uma palestras da série "Música, Bênção ou Maldição?"


Voltando ao texto da Filosofia Adventista de Música de 1972, lemos: "Apresentação – Toda apresentação de música sacra deve ter o objetivo supremo de exaltar o Criador, em lugar de exaltar o músico ou prover entretenimento." - Filosofia Adventista de Música, Conferência Geral – IASD, 1972.

O referido documento diz ainda que a música apropriada para o evangelismo deve "ser simples e melódica, apresentada sem o realce da exibição pessoal." – Idem.

"O talento musical encoraja freqüentemente orgulho e desejo de exibição e os cantores pouco pensam em louvar a DEUS. Em vez de levá-los a lembrar-se de DEUS, leva-os a esquecê-Lo com freqüência. - Carta 6a, 1890.

"Exibição não é religião nem santificação... A mais aprazível oferta aos olhos de DEUS, é um coração humilhado pela abnegação, pelo tomar da cruz e seguir a JESUS. - Review and Herald, 14 de novembro de 1899. - Evangelismo, pág. 510.

Creio que muitos de nós temos tristes lembranças de ocasiões lamentáveis nas quais, literalmente, os aplausos tomaram o lugar da reverência. Em reuniões de louvor e adoração nas quais existem aplausos nunca faltam demônios, pois, o pioneiro da exaltação própria foi Lúcifer. Esses aplausos agradam os incautos e orgulhosos, são um laço para os inexperientes, escândalo para os sinceros, tristeza para os anjos e abominação para DEUS. Nossas reuniões nunca deveriam ser contaminados com tais atos de irreverência, ainda que alguns afirmem que são demonstrações de louvor.

Ellen G. White escreveu: "Peço-vos que estudeis de novo a cruz de Cristo. Se todos os orgulhosos e vangloriosos cujo coração anseia aplauso dos homens e distinção acima de seus companheiros pudessem estimar devidamente o valor da mais exaltada glória terrena em comparação com o valor do Filho de Deus - rejeitado, desprezado, cuspido por aqueles mesmos a quem viera salvar - quão insignificantes pareceriam todas as honras que o homem mortal pudesse conferir!...

"Vigiar e controlar o próprio eu, dar preeminência a Jesus e manter o próprio eu fora de vista requer constante, diligente e atento esforço." Testimonies, vol. 4, págs. 374-376. - Exaltai-O, pág. 241.

"Um grande defeito no caráter de Saul era seu amor à aprovação. Esta característica tivera uma influência preponderante em suas ações e pensamentos; tudo se assinalava pelo seu desejo de louvor e exaltação própria. Sua norma para o que era reto e aquilo que o não era, consistia no baixo padrão do aplauso popular. A pessoa que vive para agradar aos homens, e não procura primeiramente a aprovação de Deus, não está livre de perigo." Patriarcas e Profetas, pág. 650.

Já observaram o que acontece quando são anunciados programas especiais de música? Se é um Sé da Silva vindo de sei lá onde, muitos preferem tirar a tarde de sábado para dormir ou passear. Mas, se é um grande "astro" ou "estrela" da "MPA", a "Música Popular Adventista", chegam até a organizar caravanas para que ninguém perca o "espetáculo". Muitas vezes o irmão Sé da Silva, ou o conjunto "Sem Nome" da "Vila Sei Lá Onde", cantam boas músicas, colocando todo o coração no que estão fazendo. Mas, como "não são ninguém", talvez somente os anjos se importem realmente de estarem presentes e cantarem juntos.

Já no caso dos nossos grandes artistas, porque são famosos, têm vários CDs gravados, podem fazer qualquer "barbaridade" na frente que está tudo bem; eles são os tais! Em muitos casos, quando termina o exibicionismo, poucas palavras do barulho a que se chamou música podem ser lembradas. Não faltam, no entanto, aqueles que elogiam e pedem autógrafos, enquanto os demônios cantam vitória por mais um ponto que marcaram. Estamos procurando boas músicas e verdadeiro louvor a DEUS ou estamos correndo atrás de celebridades?

O exibicionismo leva à carência de poder divino em nossas programações e apresentações, o que leva muitas pessoas a buscarem uma compensação para isso lançando mão de recursos que aumentam a ostentação. Ellen G. White advertiu, certa vez, a um pastor que estava seguindo por esse caminho e disse que se ele "desse ouvidos ao conselho de seus irmãos, e não corresse da maneira por que o faz no esforço de obter grandes congregações, exerceria mais influência para bem, e sua obra teria efeito mais benéfico. Ele deve cortar de suas reuniões tudo quanto tenha semelhança com exibições teatrais; pois tais aparências exteriores não dão nenhuma força à mensagem que ele anuncia. Quando o SENHOR puder cooperar com ele, sua obra não precisará ser feita de modo tão dispendioso. Ele não necessitará então fazer tantas despesas em anúncios de suas reuniões. Não porá tanta confiança no programa musical. Esta parte de seu serviço é realizada mais à maneira de um concerto teatral, do que de um serviço de canto em uma reunião religiosa." Carta 49, 1902. - Evangelismo pág. 501.

"A forma e a cerimônia não constituem o reino de DEUS. As cerimônias tornam-se numerosas e extravagantes, quando se perdem os princípios vitais do reino de DEUS. Mas não é forma e cerimônia o que CRISTO requer. Ele almeja receber de Sua vinha frutos de santificação e altruísmo, atos de bondade, misericórdia e verdade." - Evangelismo pág. 511.

A Filosofia Adventista de Música, votada pela Conferência Geral também recomenda "fugir de exibições teatrais e com ostentação.

"Nenhum jota ou til de qualquer coisa teatral deve aparecer em nossa obra. A causa de Deus deve ter molde sagrado e celestial. Não permitais que haja qualquer coisa de natureza teatral, pois isto prejudicaria a santidade da obra." – Evangelismo, págs. 137 e 138; Review and Herald – 30 de novembro de 1900." - Filosofia Adventista de Música, Conferência Geral – IASD, 1972.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Membros do Parlamento europeu querem consagrar o Domingo como dia de descanso

Cinco membros do Parlamento Europeu lançaram uma declaração para a protecção do Domingo.

O Secretariado da COMECE - Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia, as Igrejas alemãs protestantes e a Igreja de Inglaterra saudou a iniciativa de vários membros do Parlamento Europeu, que solicitam o pronunciamento dos restantes membros sobre a Declaração escrita acerca da “protecção do Domingo livre como pilar essencial do Modelo Social Europeu e como parte da herança cultural da Europa”.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, os bispos da UE indicam que tal declaração “pode constituir um importante compromisso para a «Europa social». Seria agora importante encontrar a maioria necessária para esta resolução para além partidos subscritores”.

A Declaração para a protecção do Domingo foi lançada pelos parlamentares europeus Anna Záborská, Martin Kastler, Jean Louis Cottigny, Patrizia Toia, Konrad Szymański, de diferentes partidos políticos, a 2 de Fevereiro.

Os bispos da UE afirma que “a crise económica e financeira tornou-nos mais conscientes de que nem todos os aspectos da vida podem ser sujeitos a forças de mercado” e indicam que “homem e mulher, que trabalham ao Domingo, estão a ser colocados em desvantagem nas suas relações sociais: na família, no desenvolvimento e até a saúde estão comprovadamente afectadas”.

A COMECE sublinha ainda que o Domingo livre “faz parte da herança cultural da Europa e advém de uma longa tradição”.

“O Domingo livre de trabalho é um factor decisivo no equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar. É de fundamental importância para as relações familiares, mas também para a vida social e cultural, salvaguardar uma das poucas ocasiões em que pais e crianças se podem encontrar”.

Segundo a lei da UE, o Domingo é um dia de descanso semanal para crianças e adolescentes. Por isto, segundo os bispos, “o respeito pelo Domingo tem o potencial de se tornar no pilar do modelo social europeu”.

O episcopado da UE alerta para o facto de a protecção do Domingo “estar a ser esquecida em alguns Estados membros, com o objectivo de aumentar a produção e o consumo. Os trabalhadores experimentaram a fragmentação das suas vidas privadas, enquanto que as pequenas e médias empresas, que não permitem horário ininterruptos, perderam terreno no mercado”.

A declaração, agora introduzida no Parlamento Europeu, apela aos Estados membros e às instituições da UE que “protejam o Domingo, como um dia de descanso, nas legislações nacionais e internacional, para reforçar a protecção dos trabalhadores em áreas como a saúde e a conciliação entre a vida profissional e familiar”.

Para que seja adoptada, é necessário que a Declaração seja assinada pela maioria dos membros do Parlamento Europeu, ou seja, 394 membros, antes de 7 de Maio de 2009.

O artigo 116, que se refere às regras de procedimento do Parlamento Europeu, estipula que uma Declaração Escrita seja um texto com no máximo 200 palavras e seja apresentada por no máximo cinco membros parlamentares, submetida a todos os membros durante um período de três meses.

Se a Declaração recolher a maioria das assinaturas, torna-se um acto oficial do Parlamento Europeu, sendo transmitida aos destinatários citados.

Fonte - Ecclesia

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Esquenta a discussão sobre criacionismo e evolucionismo


[São Paulo - SP] Motivada pela data comemorativa do aniversário de 200 anos do nascimento de Charles Darwin (conhecido como Pai da Evolução), a discussão sobre a origem do homem volta a cena em diversos meios de comunicação. Criacionistas e evolucionistas defendem suas teorias, com dados históricos e científicos - o que seria produtivo, não fosse a imparcialidade de algumas mídias e jornalistas ou articulistas.

É o que acontece na Revista Veja (edição de 04/02/2009) que publicou um artigo de André Petry analisando o ensino do criacionismo nas escolas, citando, inclusive, a Rede de Educação Adventista. Em um tom totalmente parcial ele critica aqueles que acreditam na criação do homem pelas mãos de Deus, e afirma que o ensino do Criacionismo “embrutece” os estudantes.

O jornalista e editor da Revista Adventista, Michelson Borges, escreveu um artigo rebatendo as críticas e afirmações do articulista, e enviou a redação da Editora Abril, mesmo desacreditando que esta seja publicada. Consultado pelo departamento de Comunicação da Associação Brasil Central (ABC), Michelson autorizou a publicação de seu texto no portal oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Goiás.

O texto também foi divulgado no site do Observatório da Imprensa (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=523FDS001) e disponível para comentários dos leitores.

Abaixo, publicamos a íntegra do texto escrito por Michelson Borges:

VISÃO "PETRYFICADA" DA VEJA

A revista Veja desta semana traz um artigo de André Petry sobre o ensino do criacionismo nas escolas. Depois de tanta discussão sobre o assunto, era de se esperar que o editor trouxesse alguma contribuição nova à polêmica, mas não. O que ele faz é repetir argumentos surrados e evidenciar sua opinião “petryficada” sobre o tema.

Ele começa assim: “É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas de ciências. Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se até um método próprio para o ensino.”

Depois, Petry diz que o relato bíblico da Criação é “uma fábula encantadora, mas não é ciência”. No entanto, afirma que “em biologia, vale o evolucionismo de Darwin, segundo o qual todos viemos de um ancestral comum, há bilhões de anos, e chegamos até aqui porque passamos no teste da seleção natural”.

Alguém precisa dizer para o Petry que seleção natural tem base factual e explica relativamente bem a biodiversidade (microevolução) em nosso planeta, mas a história de que “todos viemos de um ancestral comum” (macroevolução), essa, sim, é uma fábula, e nem um pouco “encantadora”. A tal origem da vida numa “sopa primordial” ainda é alvo de discussões e há cientistas que discordam desse cenário. Um deles é o professor emérito de Química David Deamer, que chefiou um equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia. Deamer disse: “Já faz [150] anos desde que Darwin sugeriu que a vida pode ter começado em uma ‘poça morna’. Estamos testando a ideia dele, em pequenas poças em regiões vulcânicas em Kamchatka, na Rússia, e Mount Lassen, na Califórnia. Os resultados são surpreendentes e, de certa forma, desapontadores. Parece que as águas ácidas quentes da lama não fornecem as condições adequadas para que componentes químicos se transformem em ‘organismos pioneiros’.”

Deamer disse ainda que aminoácidos e DNA, dois componentes básicos na formação da vida, e fosfato, outro ingrediente essencial, se prendem à superfície de partículas do barro nas poças vulcânicas. “Isso é significativo porque havia a pressuposição de que barro promove interessantes reações químicas ligadas à origem da vida”, explicou. “Entretanto, nos nossos experimentos, os componentes orgânicos ficaram tão grudados às partículas de barro que não poderiam fazer parte de qualquer reação química.”

O experimento de Urey-Miller já vinha sendo desacreditado (embora os livros didáticos não tratem disso); agora a teoria da “sopa morna” também enfrenta problemas levantados pela ciência experimental. Mas Veja parece não saber disso...

Petry vai além e afirma que ensinar darwinismo e criacionismo “embrutece” o educando. “Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência”, diz ele; e pergunta: “Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata, porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da ‘liberdade de pensamento’, que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida...”

Quem disse que o que está além dos domínios do naturalismo metodológico se trata de algo irracional? Por que somente o conteúdo abrangido pelo método científico pode ser qualificado como racional? Estudar a teoria da matéria escura também é irracional? (Com o perdão da comparação um tanto “forçada”.) Correndo o risco de apelar para o argumento da autoridade, quero deixar claro que há grandes nomes da ciência que transitam bem nos universos da teologia, da filosofia e da ciência, integrando bem essas áreas. Cientistas como Marcos Eberlin, do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas (Unicamp); Ruy Carlos de Camargo Vieira, professor emérito da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, autor de livros didáticos e inúmeros artigos científicos e membro da Academia Panamericana de Engenharia; para ficar com dois. Esse é o tipo de cientista que pode sair de escolas que “embrulham o racional com o místico”, Petry. Desafio-o a entrevistá-los a fim de conhecer suas ideias. Veja tem espaço para isso?

A visão estreita de Petry acerca da religião bíblica mais parece fruto do preconceito; da opinião “petryficada” de quem não quer se esforçar para entender e separar as coisas; da mania de colocar todas as crenças no mesmo saco do desrespeito. Por esse pensamento, Petry condenaria Isaac Newton e Blaise Pascal, por exemplo, cientistas que conseguiram conciliar a visão teológica com a científica e que, muito provavelmente, enxergaram mais longe justamente por causa dessa visão mais ampla da realidade – sem mencionar que ajudaram a fundar o próprio método científico ao qual os cientistas de hoje devem seus empregos e salários. A Bíblia nada tem a ver com alquimia e numerologia, mas coaduna bem com física, astronomia, história, cronologia, arqueologia, linguística, matemática... Grandes homens e mulheres de ontem e de hoje, cuja mente está aberta, cujos neurônios não se “petryficaram”, reconhecem isso.

Petry finaliza seu texto entrando no barco da darwinlatria 2009: “Darwin foi um gênio. Em seu tempo, não se sabia como as características hereditárias eram transmitidas de pai para filho. Nem que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e que os continentes flutuam sobre o magma. No entanto, a teoria da evolução se encaixa à perfeição nas descobertas da genética, da datação radioativa, da geologia moderna. Só um cérebro poderosamente equipado [isso não é design inteligente?], conjugado com muito estudo [por que deveríamos confiar nos estudos realizados pelo cérebro de um macaco evoluído? O que garante que o ajuntamento casual de moléculas ao longo de bilhões de anos nos legou um cérebro capaz de interpretar corretamente a realidade?], pode ir tão longe. Confundido com criacionismo, Darwin parece um macaco tolo. É assustador.”

Assustador é perceber como a “petryficação” intelectual tem impedido a muitos de pensar objetiva e honestamente. Nenhum criacionista esclarecido nega as contribuições do darwinismo, desde que se entenda e defina bem o que vem a ser “evolução” e dentro de que limitações e parâmetros ela deve ser colocada. O fato é que na época de Darwin os microscópios eram extremamente rudimentares, incapazes de revelar a complexidade de uma “simples” célula. Quando essa “caixa preta” foi aberta pelos estudos da biologia molecular, um universo de máquinas moleculares ultra-complexas foi descortinado.

Se Darwin tivesse acesso à tecnologia de que dispomos hoje, teria elaborado a teoria geral da evolução que elaborou? Só nos resta especular... A verdade é que Darwin era um homem inteligente e em muitos aspectos mais mente aberta que seus seguidores fundamentalistas de hoje. Em 1859, ele tinha uma política educacional idêntica à esposada pela Educação Adventista e pela Mackenzie: “Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das Espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra” (Charles Darwin, A Origem das Espécies, Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 36 – itálico acrescentado).

Concordo com William Hurlbut, em texto publicado na Folha de S. Paulo de janeiro de 2006: “A ciência ultimamente lembra mais a religião do que qualquer outra coisa. Como consequência, ela sofre dos mesmos problemas que historicamente afetaram a religião: triunfalismo, arrogância e falta de autocrítica.”

Michelson Borges
Jornalista
RG 3.017.942
www.criacionismo.com.br

UCOB - BRASIL

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Precisa-se de Atalaias

"Toda forma de mal está à espreita de uma oportunidade para nos assaltar. Lisonja, subornos, incentivos, promessas de maravilhosa exaltação, serão muito assiduamente empregados. Que estão fazendo os servos de Deus para erguer a barreira de um 'Assim diz o Senhor' contra o mal?... Onde estão Seus atalaias? Acham-se eles na elevada torre, dando sinal de perigo, ou estão permitindo que o perigo passe desapercebido?... Silenciarão os homens de nossas instituições, permitindo que sejam propagados insidiosos erros para ruína de almas? Havemos de permitir ao inimigo levar-nos a abandonar a obra de proclamar a verdade? I ME págs. 194, 195.

"Eis minha mensagem para vós: Não mais consintais em escutar sem protesto a perversão da verdade. Desmascarai os pretensiosos sofismas que, uma vez recebidos, levarão ministros e médicos e obreiros missionários a passar por alto a verdade." I ME, p. 196

"Havia, porém, grande ignorância das Escrituras, e os piores vícios prevaleciam entre o povo de todas as classes. Huss denunciou largamente estes males, apelando para a Palavra de Deus a fim de encarecer os princípios da verdade e pureza que ele pregava." O Grande Conflito p. 82.

"Paz e segurança é o grito de homens que nunca mais erguerão a voz como trombeta para mostrar ao povo de Deus suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido." II Testemunhos Seletos, p. 66.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

UMA ADVERTÊNCIA TERRÍVEL


A mais terrível ameaça que já foi dirigida aos mortais acha-se contida na mensagem do terceiro anjo. Deverá ser um terrível pecado que acarretará a ira de Deus, sem mistura de misericórdia. Os homens não devem ser deixados em trevas, quanto a este importante assunto; a advertência contra tal pecado deves ser dada ao mundo antes da visitação dos juízos de Deus, a fim de que todos possam saber porque esses juízos são infligidos, e tenham oportunidade de escapar. A profecia declara que o primeiro anjo faria o anúncio a "toda nação, tribo, e língua, e povo". A advertência do terceiro anjo, que faz parte da mesma tríplice mensagem, deve ser não menos difundida. É representada profecia como sendo proclamada com grande voz, por um anjo voando no meio do céu; e se imporá à atenção do mundo.

No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes: os que guardam os mandamentos de Deus e a Fé de Jesus, e os que adoram a besta e a sua imagem, e recebem o seu sinal. Se bem que a Igreja e o Estado reúnam o seu poder a fim de obrigar "a todos. pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos", a receberem "o sinal da besta"'(Apocalipse 13: 16), o povo de Deus, no entanto, não o receberá. O profeta de Patmos contempla os que saíram vitoriosos da besta e da sua imagem, e do seu sinal, e do número de seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés,... e o cântico do Cordeiro". Apocalipse 15:2, 3.

"Que é, pois, a mudança do sábado, senão o sinal da autoridade da Igreja de Roma ou "o sinal da besta?"

UMA ORDEM MUNDIAL IMINENTE

A profecia do capítulo 13 de Apocalipse declara que o poder representado pela besta de cornos semelhantes aos do cordeiro fará com que a "Terra e os que nela habitam" adorem o papado, ali simbolizado pela besta "semelhante ao leopardo". A besta de dois cornos dirá também "aos que habitam a Terra, que façam uma imagem à besta"; e, ainda mais, mandarão a todos, "pequenos grandes, ricos e pobres, livres e servos, que recebam o "sinal da besta". Apocalipse 13:11-16. Mostrou-se que os Estados Unidos são o poder representado pela besta de cornos semelhantes ao do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que aalega ser um reconhecimento especial de sua supremacia.

"É uma grande idéia: uma nova ordem mundial, onde diversas nações se unem em uma causa comum para realizar as aspirações universais da humanidade, paz e segurança, liberdade e autoridade da lei... Somente os Estados Unidos têm ambos: a posição moral e os meios para respaldá-la. "
Presidente George Bush, em seu discurso sobre o Estado da União. Los Angeles Times, 18 de fevereiro de 1991.


Mas nesta homenagem ao papado, os Estados Unidos não estão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio, está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração de seu poder. "Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal Foi curada; e toda a Terra se maravilhou, seguindo a besta." Apocalipse 13:3. A inflição da ferida mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta João: "A sua ferida mortal foi curada: e toda a Terra se maravilhou seguindo a besta." Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até o segundo advento. (2 Tessalonicenses 2:3-8.) Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz; o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: "Adoraram-na os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida." Apocalipse 13:8. Tanto no Velho como no Novo Mundo. o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma.

Durante mais de meio século, investigadores das profecias nos Estados Unidos têm apresentado ao mundo este testemunho. Nos acontecimentos que ora estão a ocorrer, percebe-se rápido progresso no sentido do cumprimento da profecia. Com os ensinadores protestantes há a mesma pretensão de autoridade divina para a guarda do domingo, e a mesma falta de provas bíblicas que há com os chefes papais que forjam os milagres para suprir a falta do mandamento de Deus. A asserção de que os juízos divinos caem sobre homens por motivo de violarem o repouso dominical, será repetida. Já se ouvem vozes neste sentido. E o movimento para impor a observância do domingo está rapidamente ganhando terreno.

A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade, procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo, se intitula infalíveis, a fim de exaltarem uma instituição que com se originou. Quão prontamente virá esse poder em auxílio dos protestantes nesta obra, não é difícil imaginar.

João Paulo II "Insiste em que o homem não tem esperanças de criar um sistema geo político capaz, a menos que seja baseado na cristandade católico-romana." - Malachi Martin, The Keys Of This Blood. pág. 492, 1990 [Grifo acrescentado].

"Queiramos ou não, prontos ou não, estamos todos envolvidos ... A competição é acerca de quem estabelecerá o primeiro sistema mundial de governo que jamais existiu na sociedade de nações. É acerca de quem susterá e obterá o duplo poder de autoridade e controle sobre cada um de nós como indivíduos e, sobretudo, como comunidade...

"Nosso estilo de vida como indivíduos e como cidadãos das nações; nossas famílias e nossos trabalhos; nosso mercado, comércio e dinheiro; nosso sistema de educação e nossas religiões e culturas; ainda os emblemas de nossa identidade nacional, os quais a maioria de nós temos sempre tomado por certos - todos serão poderosa e radicalmente alterados para sempre. Ninguém poderá livrar-se de seus efeitos. Nenhum setor de nossa vida permanecerá sem ser tocado." - Malachi Martin, The Keys Of This Blood, pág. 15, 1990[Grifo acrescentado].

O ENGANO FINAL

Satanás, desde há muito tempo, tem estado a preparar-se para seu esforço final com o propósito de enganar o mundo. O fundamento de sua obra foi posto na afirmação a Eva no Édén: "É certo que não morrereis." Gênesis 3:4. Pouco a pouco ele tem preparado o caminho para sua magistral obra de engano: O desenvolvimento do espiritismo. Ainda não conseguiu realizar completamente seus desígnios; mas estes serão atingidos no fim do que resta do tempo. Diz o profeta: "Vi... três espíritos imundos semelhantes a rãs... São espíritos de demônios operadores de sinais e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo Poderoso." Apocalipse 16:13.14. Salvo os que estiverem guardados pelo poder de Deus, mediante a fé em Sua Palavra, o mundo todo será envolvido por este engano. O povo está se deixando adormecer rapidamente, acalentado por uma segurança fatal e somente despertará com o derramamento da ira de Deus.

Os que estão indispostos a aceitar as verdades claras e incisivas da Bíblia, procuram continuamente fábulas agradáveis, que acalmem a consciência. Quanto menos espirituais, altruísticas e humilhadoras forem as doutrinas apresentadas, tanto maior será o favor com que serão recebidas. Demasiado sábios um seu próprio conceito para examinarem as Escrituras com contrição de alma e fervorosa oração rogando a guia divina, não têm escudo contra o engano. Satanás está pronto para suprir o desejo do coração, e apresenta suas burlas em lugar da verdade. Foi assim que o papado alcançou seu poderio sobre o entendimento dos homens; e, pela rejeição da verdade, visto como ela implica uma cruz, os protestantes estão seguindo o mesmo caminho. Todos os que negligenciam a Palavra de Deus a fim de estudarem conveniências e expedientes para que se não achem em desacordo com o mundo, serão deixados a acolher condenável heresia em lugar da verdade religiosa. Toda forma imaginável de erro será aceita pelos que voluntariamente rejeitam a verdade. Quem olha com horror para um engano, receberá facilmente outro. O apóstolo Paulo, falando de uma classe de pessoas que, "não receberam o amor da verdade para se salvarem", declara: "Por isso Deus lhes enviará a operação do erro para que creiam na mentira: para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade". 2 Tessalonicenses 2:10-12.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Incentivo às leis dominicais no site de Obama

Vejam que interessante relato consta do site de campanha de Barack Obama. Ressalvo desde logo que não se trata de nenhuma diretiva ou manifestação oficial do novo governante americano, ou de seu staff, mas de como as idéias podem ser facilmente aceitas, especialmente amparadas na questão ecológica/crise econômica, como temos tratado de considerar neste espaço:

Conservação de energia & América Globalizada

Houveram muitas mudanças nos últimos 100 anos. Não temos visto apenas as atividades das gangues crescerem juntamente com os crimes, mas também o temos no consumo de energia. A outra alteração que eu percebi foi a revogação das "Leis Dominicais" em todo os Estados Unidos.

Originalmente, as leis dominicais foram instauradas para se certificar de que as pessoas não tivessem de escolher entre o trabalho e a igreja. Muitas vezes, a nobreza se utilizaria de atrativos financeiros para os religiosos chefes de famílias, afim de obrigá-los a trabalhar, para assim aumentar seus próprios ganhos financeiros. Isso foi injusto para com aqueles que precisavam de dinheiro, que temiam perder os seus próprios meios de apoio, e que sem uma lei proibindo as pessoas de trabalhar (embora não creio que se aplicava a você trabalhar para o seu próprio negócio), seriam mais sobrecarregadas.

Eu tenho que perguntar se não haviam mais benefícios com isso. Em primeiro lugar, em as empresas não sendo abertas, os seus filhos não teriam para onde ir para entretenimento. Pais teriam pelo menos 1 dia que poderiam passar com a família e amigos sem ter de alinhar trabalho horários. Diminuição do uso do gás em toda o quadro. Menos crime (uma vez que os pais estão em casa aos domingos, não há nenhuma razão para não manter os olhos neles.) Menos pessoas sem teto implorando na rua (Uma vez que não existem pessoas para pedir). Menos Polícia seria necessária (em todo caso... Eles poderiam trabalhar na base do "Chame se necessário" para que eles também pudesse ser capazes de passar algum tempo com a família). Vizinhos teriam tempo para se conhecerem uns aos outros. Quão bem você conhece seus vizinhos agora? Vocês tiveram alguns churrascos? Agora, eu suponho que a maioria das pessoas que podem ter churrascos, saem apenas com pessoas de "colarinho branco", independentemente do bairro onde vive. Nosso horário de trabalho pode determinar com que classe você se relaciona e endurecer ainda mais as divisões.

Então, talvez devessemos considerar adotar uma lei dominical. Nem para restringir as pessoas de trabalhar, mas para dar liberdade para aqueles que não podem escolher. E imagine os impostos em dólares que seriam economizados?

Problema é, que não acredito que isso seria aceitável, em Washington e estados que cobram um imposto sobre o rendimento. Essa é a verdadeira razão pela qual as leis dominicais foram abolidas. As pessoas poderiam ser forçados a trabalhar mais dias, alguns trabalhadores a tempo parcial sem seguros.
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Fonte - BarackObama.com